quarta-feira, 4 de maio de 2011

Miguel...

Hoje vou contar a história do “ Miguel”, nome fictício que criei para não ferir susceptibilidades.
O Miguel, segundo alguém conta, era o menino mais doce, meigo e obediente que uma mãe pode desejar, esta mãe, sempre que falava do Miguel, tecia-lhe sinceros elogios e na verdade o Miguel, era tudo isso e algo mais, e foi, até ao dia que conheceu, Maria, uma menina agradável a vista e de palavras doces, e com ela casou.
A partir daqui, Miguel, movido pelo amor pela Maria, começou a confundir sentimentos e a esquecer que se podem amar milhares de pessoas no mundo, mas que há um amor, que será sempre incondicional e eterno, o amor de sua mãe, o amor de uma família.
Maria, a menina agradável, revelou-se com o passar do tempo, uma menina feia, sem amor-próprio e sem amor por ninguém que a pouco e pouco, movida pela inveja e fracos sentimentos, semeou a discórdia, numa família, que nunca foi perfeita, mas que era unida e verdadeira.
A partir daqui lá vinham, problemas e intrigas, com este, com a aquele, com todos e Miguel, um menino de princípios doces, foi ficando cada vez mais sozinho e fechado num mundo só dele e de Maria. O que Maria, nunca percebeu, é que semeando sentimentos pouco nobres no coração de Miguel, o estava a transformar numa outra pessoa.
O Miguel doce, meigo e obediente, deu lugar a uma pessoa transtornada, ciumenta, fria de sentimentos e paranóica, que não ama ninguém, mas também já não ama Maria…
O que pergunto hoje é se Maria ainda não percebeu, que quem semeia ventos, colhe tempestades?

Sem comentários:

Enviar um comentário